23/06/2014

Só tire a roupa, don't lose your way e curta essa droga!

KILL LA KILL = TA TODO MUNDO LOUCO E A NUDEZ TA LIBERADA!


Quer saber porque você devia gastar seu tempo para ver garotas seminuas (ou totalmente peladas) lutando com tesouras contra roupas vivas ao som de uma musica muito foda? Otakus, tirem suas roupas e gritem como se estivesse num momento de clímax de anime, pois é o momento de falar sobre Kill la Kill!

Pegue uma garota de sangue quente e mechas vermelhas em busca de vingança pelo seu pai assassinado e misture com referencias históricas junto com fascismo durante lutas entre adolescentes barulhentos e seminus usando uniformes mega poderosos feitos com tecidos alienígenas dentro de uma enorme escola em forma de uniforme de colegial dominada por regras rígidas de conduta de uma imponente e sobrancelhuda garota que usa um uniforme vivo para lutar pelos seus objetivos e matar sua mãe abusiva insana sem saber que há segredos com relação á garota de sangue quente citada no inicio do texto que irão tornar tudo ainda mais absurdo do que já é nessa animação tão cheia de fanservice quanto diversão!


Admito desde já que eu torci o nariz para Kill La Kill depois de assistir os três primeiros episódios, não só pelo fanservice - tem pra todo mundo nessa droga, temos peitos e músculos para mocinhas e mocinhos, então, se você vier falar só sobre o fanservice para garotos, cala a boca e presta atenção no que você ta vendo - mas principalmente porque eu não conseguia acompanhar tudo que acontecia na tela e entender o que os personagens estavam dizendo, meus olhos ardiam quando eu tentava fazer isso e portanto larguei e deixei no canto a série, mas continue lendo os textos do Elfen Lied Brasil sobre cada episódio, cada texto que eu lia lá me fazia questionar "não pode ser isso, esse anime de fanservice não deve ser tão legal quanto essa garota faz parecer", mesmo curiosa para ver se ela estava certa, não me motivei para voltar a ver o anime.

Eu via pedaços de sequencias com muitos gritos, ângulos generosos dos personagens e a Mako sendo totalmente sem sentido na minha dash no tumblr e mesmo parecendo engraçado, não quis dedicar um tempo para assistir aquilo até ver o Vídeo Quest 66 sobre esta série e sendo bem franca com vocês, o que me convenceu á enfim ver essa droga foi a musica Don't lose your way, sério, foi só isso que me fez assistir todos os vinte e um episódios que faltavam e... Eu estava certa, é uma baita série sem sentido e recheada até o talo de seminudez com lutas engraçadas de ver.

Mas se engana se pensa que isso faz de Kill La Kill algo bobo que deve ser tratado como só mais um fanservice para punheteiro se entreter. Kill La Kill tem fanservice? Tem e de sobra, entretanto, também tem uma trama escondida entre os peitos e músculos que a Trigger esfrega na sua cara, que é simples de entender (será?), o que não torna a coisa menos esquisita, pois o anime surta cada vez mais enquanto se encaminha para o seu final.


Um dos pontos que mais vejo sendo destacados nessa obra são os momentos de graça, os quais eu não considero tão engraçados, pois o que realmente faz com que eu ria nesses momentos é o simples fato de que a situação ao redor disso é tão absurda e cartunesca que faz eu esboçar uma reação que acaba sendo um riso abobado de quem não entendeu nada, mas que pegou a essência de que tem algo do qual se deve rir. Há detalhes que levam o espectador á rir, como o casal de gatos trasando enquanto Ryuko e Mako vão para escola, mas em grande maioria, o humor fica por conta da Mako com suas explicações e reações que tentam se encaixar no que ocorre na cena, mas que acabam falhando ou deixando tudo ainda mais ridículo, o que se torna a graça da situação.


Ou ponto forte desse anime é, sem duvida, a sua trilha sonora que foi composta pelo mesmo compositor de Shingeki no Kyojin, Shirayuki Sawano, é marcante não só pela icônica Don't lose your way, mas pelas demais como a que é tema da Ragyo, Blumenkranz (desta eu gostei muito pelo arranjo porque me lembra Madoka Magica). A trilha foi realmente importante para dar um ar mais impactante nos momentos de luta e aparição dos personagens, como as entradas imponentes da Satsuki e os roubos de cena da Mako (como não sorrir quando surgi as mãos cruzadas e o coro de Aleluia ao fundo?).


Eu recomendo Kill La Kill para quem quer se divertir vendo algo sem noção que sabe que é absurdo, pois se você quer algo bem amarrado com uma história profunda que tem boas explicações para toda a loucura que estão te empurrando na base de fanservice e porrada, você não vai nem querer saber de Kill La Kill, mas se você quiser algo insano, histérico, com meninas seminuas e rapazes pelados e com varias referencias legais mais uma história aonde você decide se ela é séria ou só zoação (a própria protagonista diz que esta droga não faz sentido, cara!), então junte-se ao Nudist Beach e seja bem vindo ao mundo de Kill La Kill!

I see you again!

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